Quem foram nossos patronos?
Desde a adolescência, plenamente vivida durante a década de 1990, quando militei no movimento estudantil, e, portanto, conhecia a maioria das escolas públicas de Americana, cultivo uma enorme curiosidade em saber quem foram aqueles patronos que nomeiam até hoje nossas instituições de ensino.
Como foi a vida destes educadores para além da sala de aula? Como se relacionaram social e politicamente, primeiro no distrito de paz de Villa Americana, depois em nossa cidade? Como historiador, e através da coluna “Memórias de Americana” do jornal “Liberal”, tive a honra e o prazer de compartilhar com vocês algumas destas curiosidades saciadas.
Assim foi com a carismática Delmira de Oliveira Lopes (26/01/25, 06/04/25 e 07/09/25) e seu grande irmão Silvino José de Oliveira (21/09/25), com a elegante Olympia Barth de Oliveira (21/09/25) e o austero Alcindo Soares do Nascimento (19/10/25). Com o dândi João de Castro Gonçalves (23/03/25), com a patrona de nossa querida biblioteca pública, a professora Jandyra Basseto Pantano (05/10/25) e com a vida de Clarice Costa Conti (08/03/26), que já me inquietava desde os sete anos de idade.
Mas quem foram Dilecta Ceneviva Martinelli, Maria José de Mattos Gobbo e sua filha Niomar Aparecida de Mattos Gobbo Gurgel? Como viveram Octávio Arruda, Ary, Mário Patarra Frattini e Marcelino Tombi? João Solidário Pedroso foi o primeiro professor negro nestas terras?
Ana Maura Arruda Guidolin e Sinésia Martine nasceram onde e quando? De que período de nossa história pertence cada um destes educadores? Quais desafios cada um deles enfrentou devido seu tempo? Perguntas, perguntas e mais perguntas… isso move o ofício do historiador!
Os caminhos para tentar achar respostas são muitos, embora nem sempre com garantia de sucesso na empreitada, por isso, mais do que saciar minha curiosidade e tentar trazer um texto dominical agradável ao caro leitor, a reunião de informações e a disponibilização de onde podem ser encontradas também tem o intuito de fomentar e ajudar o trabalho de futuros pesquisadores.
No caso dos antigos educadores que aqui trabalharam, comecei a pesquisa pela Biblioteca Pública Municipal “Professora Jandyra Basseto Pantano”, que possui em seu acervo alguns esboços biográficos. A maioria destes textos me forneceram o ano e o número da lei que nomeava as escolas.
O próximo passo foi procura-las no site da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, descobrir o número do projeto de lei e solicitá-los pelo email: acervo@al.sp.gov.br.
O terceiro caminho trilhado nestes casos pode ser através da administração do Cemitério Municipal da Saudade, que conta com dedicados funcionários que podem fornecer o contado de descendentes, responsáveis pelos túmulos. Assim foi o caso da professora Clarice Costa Conti quando entrevistei sua neta a pesquisadora Mara Conti.
Nunca é demais solicitarmos a ajuda de nossos leitores se você descende de algum educador, foi aluno ou conhece algum relato oral de um familiar, entre em contato conosco.
Em tempo, o Instituto 12 de Novembro parabeniza o colunista José Carlos Nascimento pelos 47 anos da coluna “A cidade é nossa” do jornal “Liberal”.
