Notícias de ‘O Municipio’ de 10 de janeiro de 1926

Seção Livre

“Perdeu-se uma correntinha de ouro com uma medalha de S. José. A quem achou pede-se a fineza de entregar a Rua Vieira Bueno, 12”. Coisa inimaginável para nossos dias. Será que a correntinha com o santo devotado foi devolvida? Curioso é a assertiva “a quem achou”. Existe uma certeza de que o objeto foi encontrado por alguém. Assim como “pede-se a fineza” pareceu-me irônico, quase ameaçador.

Excesso de Velocidade

“Apezar de um edital da nossa Camara Municipal, prohibindo o uso de pharóes e limitando a velocidade dos automóveis, estes continuam correr desabaladamente pelas ruas…”. Esta é uma nota de capa da redação, repito, de 10 de janeiro de 1926. Quantos veículos circulavam em Villa Americana? Qual a velocidade alcançada pelos mesmos? Mas fica a demonstração de que parte da humanidade insiste no desrespeito à coletividade, o que geralmente tem como consequência a convicção de que regras e leis são para os outros, e de que suas necessidades estão acima da organização social.

Rio Branco

“Para o jogo de hoje, conforme já foi anunciado em outro lugar, o Rio Branco organizou um passe. Todas as pessoas que queiram acompanhar o valente bicampeão, poderão procurar o passe com o Snr. Albino de Oliveira ou Candido Ardito. O preço da passagem de ida e volta é de 5$100. Para regularidade do embarque que pede-se a todos estarem às 13 horas na estação. A comitiva embarcará as 13,20 horas e regressará as 20 horas.

O Rio Branco pede o comparecimento dos seguintes jogadores as 13 horas na gare da Paulista: Pizzone – Carabina – Frutuozo – Raphael – Alfredo – Dictinho – Alberto – Paschoal – Braga – Tito – Bortolato – Garbeloto – Aurélio – Azanha – Pedrinho e dos Snrs. Directores que foram escalados. Torcedores, ide à Campinas assistir a este formidável encontro.”

‘Nova Matriz’

Assinado pelo padre V. Randuá, o primeiro artigo da capa dizia que, após 25 anos servindo como matriz, a igreja de Santo Antônio já não atendia adequadamente a população católica e que já era tempo de pensar na construção de uma nova e maior.

Para tanto dizia ser necessário reunir em três anos a quantia de 300 contos de réis, soma que poderia ser alcançada, segundo o vigário, através de duas medidas: a primeira seria a constituição de uma comissão de pessoas “resolutas, sérias e capazes”; a segunda, “organizar uma subscripção de honra de umas 60 pessoas que se comprometam a dar anualmente um conto de réis por três anos”.

Pe. Randuá afirma não ser impossível inscrever “60 fazendeiros, sitiantes, industriais e comerciantes” que concordassem com tais doações para um tão honroso fim. Diz também que a Câmara Municipal poderia doar 5 contos de réis por ano, e que, os proprietários da “firma Rawlinson Müller não haviam de negar a quantia de 5, 8 ou 10 contos”.

Creio que os instados no artigo tenham se sentido pressionados. Em menos de dois anos o padre Randuá foi substituído pelo padre Dario de Moura, que assumiu como vigário da paróquia em 11 de dezembro de 1927.

Capa da edição de "O Município" de 1926

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